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Colóquios de Economia – Parte 3: Oferta e Demanda em Brocklandia

O tempo passa e meus negócios com batata prosperam, o que me leva a inaugurar a Brock Batatas, maior fornecedora de batatas em Brocklandia. Contudo, com a imigração em massa, diversos outros produtores ganham espaço, criando um mercado competitivo no ramo de Batatas. Analisemos um pouco melhor esse mercado.

Primeiramente, o que é um mercado? Bem, numa de minhas épicas viagens pelos vales perdidos da Índia, conheci um sábio nepalês chamado Shardul Achyuta [significa “O Tigre Indestrutível” em sânscrito]. O sr. Achyuta revelou-me que um Mercado seria um conjunto de compradores e vendedores que negociam um produto específico, no nosso caso a Batata. Devo muito de meus ensinamentos econômicos àquele velhinho nepalês!! Por um lado, os compradores determinam a demanda pelo produto, enquanto que, por outro lado, os vendedores determinam a oferta do mesmo. Mas, por favor, vamos distinguir duas coisas aqui minino: uma coisa é a demanda individual de cada um de nós, outra coisa é a demanda agragada de todos os compradores em conjunto, o mesmo valendo para a oferta. Por exemplo, minha demanda pessoal pelos geladinhos do Mateus estão expressos no gráfico abaixo [de acordo com o sr. Achyuta, esse gráfico é denominado minha curva de demanda pessoal]:

Esse gráfico informa que se o geladinho do Mateus custar 5 vales [lembre-se do artigo anterior que o “capilé” ou “din din” em Brocklandia são os vale ouro] eu “tô fora, véi”!! Está caro de mais pro meu gosto!! À medida que o preço cai, certamente minha demanda começa a aumentar!! Esse comportamento padrão [preço cai, demanda aumenta] é conhecida como Lei da Demanda [se estivermos considerando seres humanos normais, é bem provável que esse comportamento sempre se aplique; agora, se estivermos considerando algum espertalhão ou milionário sem nada para fazer, talvez ele goste de inverter essa lei e comprar mais quando o preço aumenta! Ahhh….os loucos também entram nesse comportamento atípico!]. Observe que se o Mateus fizer a gentileza de oferecer seu geladinho “de grátis” para seu grande amigo Brock [coisa que tenho certeza que nunca aconteceria, infelizmente], mesmo assim levaria apenas 30 geladinhos! Isso porque eu fico com um “piriri gangorra” ordinário se tomar muitos e porque minha geladeira já está lotada… Agora, suponha que a Mulher Maravilha adore geladinhos e esteja morando em Brocklandia. Certamente, sua curva de demanda pelos geladinhos do Mateus seria mais parecida com:

De cara vemos que a Mulher Maravilha é uma louca insana!! A sua demanda é nula apenas quando o geladinho do Mateus atingir o indecente preço de 18 vales….. Além disso, à medida que o preço cai, a demanda da Mulher Maravilha aumenta incrivelmente. Se o Mateus possuísse um estoque infinito de geladinhos [coisa que eu acho meio difícil de acontecer] e oferecesse ele “de grátis” para aquela louca, não sobraria absolutamente nada…..humm….afinal de contas estamos falando de uma Mulher com super poderes! Como será que ela fica na TPM? Eh Mateus, nunca ofereça seus geladinhos “de grátis” para essa mulher na TPM!!! Agora, até agora só falamos das demandas individuais pelo geladinho! Uma análise mais profunda do comportamento de todos os consumidores de geladinho poderia revelar que a demanda agregada ocorre da seguinte forma:

Observe que há um preço de 12 vales, ninguém comprará os geladinhos do Mateus! Nessa situação o velho Achyuta diria: “Fudeu véi….tá na hora de plantar batata!!”. Observe a Lei da Demanda atuando: preço cai, quantidade demandada aumenta. Observe também que estou simplificando demais as coisas aqui: você realmente acredita que uma curva de demanda real seria uma reta simples que nem essa? “Tá doido, minino”? É claro que não!! Mas vamos supor que seja assim para ficar fácil….se você quiser complicar as coisa fique por sua conta e risco… Achyuta diria: “Ser adulto é fazer suas próprias escolhas”.

Pois é, começamos falar de mercado de Batatas, mas agora vejo que estamos dando muita atenção para o mercado de geladinhos….”What the fuck was that?” Tudo bem, então vamos tratar do mercado de geladinhos então. O importante é que essas idéias de oferta e demanda são mais ou menos as mesmas para qualquer tipo mercado. Agora, assim como a imigração em massa trouxe vários novos fornecedores de batatas, também trouxe vários novos fornecedores do geladinho, tornando esse mercado aquilo que o sr. Achyuta chamaria de um Mercado Competitivo [eu prefiro chamar de Quarto do Pânico], isto é, um mercado em que há um grande número de compradores e vendedores duelando até a morte [ok, não é nada tão dramático assim…]. Agora, suponhamos que esse mercado seja Perfeitamente Competitivo, no sentido de que os geladinhos do Mateus são exatamente idênticos aos geladinhos dos demais produtores. Com isso, não há uma preferência por este ou aquele geladinho por parte dos consumidores [calma Mateus, não precisa chorar, eu compro o seu geladinho por sermos amigos de longa data.]. Observe no mundo real não existe tal coisa, pois existem geladinhos melhores e mais gostosos que outros, de modo que a preferência do consumidor entraria com peso na análise!! Mas como preferência é algo muito subjetivo vamos deixá-la de lado nesse momento. Antes de mais nada, vejamos alguns fatores que afetam a demanda de um geladinho nesse mercado perfeitamente competitivo. A coisa mais óbvia é o preço do geladinho. Como vimos, preço maior implica menor demanda pela Lei da Demanda. Em segundo lugar, temos a renda dos compradores. Se a galera ganha mais [é todo mundo rico, por exemplo], então o preço que antes era alto quando ganhavam menos agora não faz tanta diferença e muito provávelmente a demanda aumenta. Também há o preço daquilo que sr. Achyuta chama de Bens Substitutos. Por exemplo, há algumas semanas atrás uma pequena companhia chamada Kibom instalou uma de suas fábricas em Brocklandia, levando o sorvete para nossa querida pátria! Nesse cenário, o sorvete e o geladinho são bens substitutos. Um substitui o outro dependendo dos preços. Se o preço do geladinho do Mateus aumenta muito, posso me tornar um consumidor mais ativo de sorvete e vice-versa [desculpe Mateus, mas nenhuma amizade resiste a preços altos!]. Também existem os Bens Complementares, como o sorvete e aquelas deliciosas coberturas para sorvete. No mercado dessas coberturas, se o preço do sorvete cai, a quantidade demandada de cobertura aumenta! Por fim, há ainda os gostos e expectativas do consumidor. A galera pode simplismente não gostar tanto de geladinho, afetando muito a demanda. Claro que se o calor aumenta, os gostos mudam! Agora, com relação às expectativas, a galera pode ser parecida com meu pai, alegando que o efeito estufa tá aí e vai matar todo mundo, de modo que devemos comprar muitos geladinhos, fazer nossos estoques e esperar pelo melhor. Em suma, os principais fatores que afetam a demanda de um produto são:

  1. Preço do Produto
  2. Renda dos Compradores
  3. Preço de Bens Substitutos e Complementares
  4. Gosto dos Compradores
  5. Expectativa dos Compradores

Quando esses fatores mudam, a curva de demanda de geladinho em Brocklandia também muda. Vejamos um exemplo. Quando a renda dos compradores aumenta, então para um preço fixo provavelmente uma maior quantidade de geladinhos será comprada. Isso pode ser expresso graficamente como um deslocamento da curva de demanda:

Observe que antes do aumento da renda dos compradores, a quantidade demandada de geladinhos quando seu preço é 8 vales é de 28 geladinhos. Com o aumento da renda, a quantidade demandada para esse preço fixo de 8 vales por geladinho aumenta para 68 geladinhos. Claro que a quantidade demandada aumenta para qualquer preço que seja [a curva inteira se desloca pra direita]. Se a renda dos consumidores dimunuísse e a pobreza batesse à nossa porta, a curva de demanda por geladinhos se deslocaria para a esquerda, mostrando que para qualquer preço do geladinho a quantidade demandada diminuiria! Fique atento a essas informações, Mateus! São muito importantes para o seu ramo….

Agora, vamos passar a olhar as coisas do lado do Mateus, analisando a oferta de geladinhos em Brocklandia. Antes de mais nada, é importante deixar claro que num mercado competitivo, a coisa é bem “na doida”…… Cada produtor coloca o preço que quer nos seus produtos e cada comprador compra o geladinho que achar melhor, de modo que todos gozam [sempre achei essa palavra muito estranha] de uma liberdade de comércio. Mas veremos que uma “mão invisível” tende a equilibrar essa liberdade de forma muito graciosa, de modo que sempre exista aquilo que chamamos de preço de mercado de um produto. Se um produtor foge desse preço de mercado, há algumas consequências que tendem a forçar o preço a ficar mais próximo do preço de mercado. Ahhhhhh….esqueça isso por enquanto…. isso ainda não interessa. Só entenda que existe um preço de mercado do geladinho, como se fosse uma média dos preços que os produtores colocam no geladinho…. Tudo bem? Você ainda tá ai?? ACORDA AÍ, SÔ!!!! Dessa forma, assim como no caso da demanda, temos a oferta individual de geladinhos do Mateus e a oferta agregada de todos os produtores de geladinho. Vejamos a curva de oferta de geladinhos do Mateus:

Esse gráfico informa que a um preço de 1 vale ou menos, Mateus não está disposto a produzir geladinhos, certamente porque o preço não paga nem seus custos de produção. À medida que o preço de mercado do geladinho aumenta, Mateus fica feliz e decide produzir cada vez mais geladinhos. Contudo, devido suas capacidades limitadas de produção [acreditem, já visitei seus estabelecimentos e é tudo muito pequeno e precário] ele não é capaz de oferecer mais do que 30 geladinhos [calma aí, eu ainda não disse, mas esse gráfico é de produção diária; acho que assim fica bom…], mesmo que o preço esteja realmente atraente. Para aproveitar o preço elevado, Mateus precisa expandir aquela coisa escura e sombria que ele chama de fábrica. Mas tudo bem. Observe como esse gráfico exemplifica a Lei da Oferta, ou seja, o comportamento padrão dos produtores que fornecem mais produto quando o preço é maior! Novamente estamos considerando seres humanos normais que ficam mais felizes com mais “capilé” no bolso. Se esse não for o caso, então nossa análise pode não se aplicar totalmente. Mas acho que a grande maioria dos produtores gostam da “verdinha dos prazeres” [lembre-se, dinheiro não compra as coisas mais importantes da vida, mas pode ajudar bastante no processo de conquistá-las…]. Agora, da mesma forma como temos uma curva de oferta individual do Mateus, uma análise mais detalhada junto aos produtores de geladinho nos forneceria a curva de oferta agregada de geladinhos em Brocklandia:

Acho que você já consegue analisar esse gráfico, não é mesmo?? Tomara que sim, pois estou cançado e não direi nada a respeito dele. Agora, assim como fizemos para a curva de demanda, vejamos alguns fatores que podem afetar a oferta de geladinhos em Brocklandia. Claro que o preço é o fator mais evidente: maior preço, maior a quantidade de geladinhos que os produtores estarão dispostos a produzir [eles querem é grana mesmo!!]. Acho que já disso umas 30 vezes que isso aí é justamente a Lei da Oferta…. agora são 31 vezes que eu disse. Quer que eu fale de novo? Outro fator bem evidente é o preço de tudo aquilo necessário para que o produtor possa produzir o geladinho. No caso do Mateus, embora eu não tenha acesso aos seus segredos de produção [ok…devo confessar que andei espionando algumas coisas….deu bobeira, meu filho!], diria que ele usa água, açúcar, um suquinho barato aí, sacolinhas espertas pra armazenamento, sem contar os congeladores, a energia elétrica, o aluguel daquilo que ele chama fábrica [que é do tamanho do meu banheiro!] e talvez algumas outras coisas que me escapem à memória para produzir os tais geladinhos. Tudo isso que ele utiliza são os insumos de produção. Se o preço dos insumos diminui, certamente Mateus ficará muito tentado a produzir uma maior quantidade de geladinhos para ganhar mais “din din”, já que o aumento da produção manterá seus custos na mesma! Outro fator que vem à cabeça e que afeta bastante a oferta de um produto é a utilização de alguma nova tecnologia. Suponha que o Mateus compre o Super Geladinho Maker da Philips Walita, um robô revolucionário que simplesmente quadriplica a produção diária de geladinhos. Por exemplo, enquanto Mateus produzia 30 geladinhos quando o preço era de 10 vales [lembre-se da curva de oferta do Mateus dada acima], agora ele pode produzir 120 geladinhos!!! Incrível essa máquina! Quero uma pra mim. Acho que vou virar concorrente do Mateus criando a Brock’s Chup Chup!!!! E, por fim, as expectativas dos produtores quanto ao futuro também alteram a quantidade ofertada do produto. Talvez Mateus acredite que esse efeito estufa realmente aumentará muito a demanda no futuro, de modo que ele prefira vender menos geladinhos hoje e estocar o restante para vender amanhã [quando o preço será mais elevado, devido à maior procura pelos compradores]. Calma aí, vocês estão acompanhando essa loucura toda aqui??? Tô falando, falando e nem sei se vocês ainda estão lendo….Se você acha que está um saco isso tudo é porque você não produz nada e, portanto, que é um consumidor depravado que gasta tudo o que tem para compensar suas tristezas na vida. Recomponha-se, meu senhor!! Produza alguma coisa que você verá como essas informações e análises são importantes. Quer dizer, isso se você quiser ganhar “capilé” e não queira falir em alguns poucos dias!! Em suma, algum dos fatores que afetam a oferta são:

  1. Preço do Produto
  2. Preço dos Insumos de Produção
  3. Tecnologia de Produção
  4. Expectativas do Produtor

Quando esses fatores mudam, a curva de oferta de geladinho em Brocklandia também muda. Vejamos um exemplo. Suponha que os produtores de geladinho descubram a Super Geladinho Maker da Philips Walita que o Mateus já vem utilizando a algum tempo. Dessa forma, em algum tempo a quantidade de geladinho ofertada para um dado preço de mercado aumenta significativamente. Isso pode ser expresso graficamente como um deslocamento da curva de oferta:

Observe que antes de descobrirem a Super Geladinho Maker da Philips Walita [tem como a gente chamar essa meleca de SGMPW??..não suporto mais escrever o nome inteiro], os produtores ofertam 51 geladinhos quando seu preço é de 20 vales. Após a adoção dessa super máquina, vemos que a quantidade ofertada a esse mesmo preço passa a ser 204 geladinhos [4 vezes mais; observe que a quantidade ofertada quadriplica para qualquer preço de mercado].

Muito bem! Se você chegou até aqui sem durmir é porque você é um vencedor, algo como um Conan o Bárbaro ou então como a Mulher Maravilha louca por geladinhos! A idéia central da análise é colocar as curvas de oferta e demanda juntas num mesmo gráfico e analisar o que elas, em conjunto, têm a nos dizer:

A única coisa que fizemos nesse gráfico foi juntar a curva de oferta e demanda de geladinhos em Brocklandia [nem sei porque estou dizendo isso….]. Agora, observe que esse gráfico revela que existe um ponto de equilíbrio no mercado, onde a quantidade que os produtores ofertam é exatamente a quantidade que os compradores demandam. A quantidade de geladinho negociada nesse equilíbrio é por volta de 18 geladinhos [como você pode ver isso é um chute, já que não dá pra ter completa certeza apenas olhando o gráfico….só sei que tá próximo de 20….hummmm…e eu com isso?] e acontece quando o preço de mercado do geladinho é mais ou menos 8 vales. Para qualquer outro ponto haveria um desequilíbrio que forçaria o preço do geladinho em direção ao preço de equilíbrio. Vejamos o porquê. Suponha que o preço de mercado do geladinho esteja em 30 vales. Só posso dizer: “What the fuck…..o que há de errado com esses produtores de geladinho?”. Todos já sabemos o que vai acontecer. Como nesse preço indecente a demanda por geladinho é totalmente nula, os produtores terão que estocar todos os seus geladinhos, já que não existirá uma alma sequer disposta a comprá-los. Para não perderem sua produção e aquelas horas e horas de trabalho, certamente os produtores serão forçados a baixar o preço. Esse processo continuará até que o preço de mercado seja justamente o preço de equilíbrio [i.e., por volta de 8 vales]. Aprendeu alguma coisa aí, Mateus? Não fique fora do preço de equilíbrio!! O gráfico abaixo representa esse fenômeno:

Ok…vamos falar a verdade: esse gráfico ficou uma bosta, não? Tente ler o texto anterior e acompanhar as setas. Boa Sorte! Agora, se os produtores forem loucos o suficiente para vender a um preço abaixo do preço de equilíbrio [digamos que a 5 vales apenas], então a procura pelos geladinhos será tão louca e desvairada que haverá filas e duelos sangrentos entre os compradores! Em pouco tempo haverá escassez de geladinhos em Brocklandia. Em resposta a essa escassez, os produtores aumentam seus preços sem medo de ter prejuízo nas vendas! Afinal de contas, os compradores estão loucos atrás de seus quitutes gelados!! Novamente, o processo continua até que o preço seja justamente o preço de equilíbrio. O gráfico abaixo representa esse fenômeno [boa sorte em entende-lo!]:

Dito isso sobre o equilíbrio de mercado, podemos agora brincar de deslocar as curvas de oferta e demanda para descobrirmos onde vai parar o novo equilíbrio. Ok….Suponha que haja um terremoto devastador em Brocklandia [sem que ninguém morra, no entanto], destruindo várias fábricas de geladinho [não se preocupem, a fábrica do Mateus foi salva, já que três dias antes eu e José instalamos um sistema anti terremoto em suas instalações….que coincidência, não?]. Dessa forma, sabemos que a quantidade ofertada de geladinhos diminuirá, o que significa que a curva de oferta se deslocará para a esquerda. Não está conseguindo ver nada? Olha o gráfico aí, <em>minino</em>:

Humm….olha só que coisa!! O terremoto diminui a oferta de geladinho, embora não altere a demanda pelo mesmo. Isso signifca que a curva de oferta se desloca para esquerda. Com isso, o ponto de equilíbrio muda, de modo que o preço de equilíbrio passe a ser algo próximo de 9 vales [embora tudo esteja muito espremido nesse gráfico, podemos dizer que antes do terremoto o preço de equilíbrio era algo em torno de 8 vales mais ou menos….o que acha?]. O importante é observar que ao fim da tragédia o geladinho estará mais caro! Uma análise similar pode ser feita se a curva de demanda se deslocar ao mesmo tempo que a curva de oferta. Suponha que com esse terremoto, várias falhas geológicas eclodam por toda Brocklândia, despertando a ira de muito vulcões. Com aquela lava passando pra todo lado, as coisas ficam realmente muitooooo quentes em nossa querida pátria. Assim, as pessoas ficam loucas por geladinhos. Eu mesmo após pular alguns pequenos córregos de lava para chegar até a loja do Mateus quero comprar algum estoque!! Assim, teríamos o deslocamento quase simultâneo das duas curvas: enquanto a curva de oferta desloca-se para esquerda em virtude da destruição em massa de algumas fábricas de geladinho [novamente a do Mateus está intacta!], a curva de demanda desloca-se para a direita em virtude do calor exagerado proveniente dos rios de lava…. acompanhem o gráfico:

“What the fuck…”, o preço do geladinho subiu de mais!!! Mas também, ambos os desastres contribuiram para isso. Menos oferta + Mais Demanda = Preço na Lua!!! Agora um geladinho custa próximo de 17 vales!! Tá louco! Mas os rios de lava aquecem tanto as coisas por aqui que estou disposto a pagar esse preço…. e o Mateus acabou de comprar uma mansão com 74 banheiros na área mais rica de Brocklandia. Claro que ele parcelou tudo em 3.9 milhões de vezes sem juros no Cartão! Mas tudo bem. Mateus, meu amigo, tem como você descolar um quarto pra mim e outro por José aí? Nossas casas foram levadas pelo rio de lava!!

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