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Colóquios de Economia – Parte 2: O “Capilé” Simplifica Nossa Vida

Certo dia, após nosso tradicional Filé com Fritas das 16h, eu e José tivemos uma incrível idéia: “Vamuuu quebrar tudooo, véi!!!” Nunca esquecerei essas palavras sábias de José! A proposta seria fazer uma grande festa com nosso seleto grupo de 3.4 milhões de amigos [3 meus e o restante do José] para que todos vislumbrassem as oportunidades daquela nova terra. O fato é que já não suportávamos mais o tal “Filé com Fritas”, embora eu insistisse na inovadora idéia de comermos apenas Fritas, algo não muito bem recebido pelo José!!! Fizemos os preparativos, eu preparando minhas 456 diferentes receitas baseadas apenas em batata e José utilizando de suas habilidades para preparar outros tantos deliciosos pratos à base de carne. Também adquirimos alguns refrigerantes com Jack Sparrow e seus amigos do Black Pearl que, por grande acaso do destino, vieram visitar Brocklandia. Não posso revelar a marca do “refri” por questões de merchant, mas devo confessar que José adorou a aquisição!!!

A festa foi algo supreendente, algo que diria “do balaco baco”…..Tanto que vários de nossos amigos decidiram ficar por ali mesmo. Isso foi ótimo. Aos poucos as produções em Brocklandia se diversificaram enormemente. Nosso caro amigo mateus montou sua famosa fábrica de Chup-Chup [ou geladinhos como preferirem]; Tatá montou sua confeitaria Master…..em suma tudo ia muito bem, quando, de repente……… tive vontade de tomar um geladinho!!! Levei alguns quilos de batatas no intuito de trocá-los por um geladinho com o Mateus. Chegando lá, Mateus confessou que não suportava batata, não aguentava nem o cheiro, mas que ficaria muito feliz por trocar um geladinho por um bolo da Tatá!! Achando tudo aquilo muito estranho [como alguém pode não gostar de batata!!!!!!!], fiz a longa jornada através das florestas nativas de Brocklandia, cruzando o deserto do Brock Morto até a confeitaria de Tatá. Chegando lá soltei meu famoso “What the fuck…..você tá é escondendo de alguém?….Me vê um copo d’água, por favor!” e fiquei indignado quando Tatá disse que também não suportava mais comer batatas. Após muita conversa, Tatá alegou: “Ficaria feliz em trocar um de meus bolos por uma deliciosa e suculenta Picanha!!”…..Indignado com tal desprezo pelas graciosas batatas, fui correndo ao meu amigo José, mas já sabia a resposta que teria por lá…. Com certeza ele já não suportava mais minhas Batatas. De início tentei certa chantagem emocional, colocando toda nossa amizade em jogo. Como fracassei nessa estratégia, perguntei então o que ele queria. Após certos instantes de reflexão, José confessou estar muito interessado numa menina chamada Juliana e que surpreendentemente ela adorava batatas!!!! Disse então que eu deveria preparar um jantar romântico à base de batatas!!!! Logo aceitei a exigência e tudo ocorreu como planejado. Juliana ficou incrivelmente feliz e José se deu muito bem naquela noite [se entedem o que estou dizendo]. No dia seguinte forneceu a suculenta picanha, a qual troquei com Tatá pelo bolo, o qual troquei com Mateus pelo geladinho, o qual estava muito delicioso, obrigado!!!!!

Bem, após toda essa dificuldade para conseguir um geladinho, propus uma reunião emergencial com José a fim de resolvermos esse problema. Após alguma discussão decidimos introduzir um meio de troca mais eficiente em Brocklandia. A priori optamos por um sistema de “vales”. Por exemplo, quando José quisesse minhas batatas, ao invés de trocá-las por carne diretamente poderia trocar por um “vale carne”, um papelzinho em que o José assumia o compromisso de fornecer os quilos de carne estipulados àquele que lhe apresentasse o vale. Isso já facilitava muito as coisas. Primeiro porque eu não precisaria carregar aqueles vários quilos de carne se quisesse um bolo da Tatá [lembre-se que sua confeitaria fica através das florestas nativas, cruzando o deserto do Brock Morto…ou seja, é longe pra caramba!!!!]. Segundo porque o vale funcionaria como uma reserva de carne [ou reserva de valor], ou seja, sempre que eu quisesse carne eu poderia obtê-la facilmente de minhas reservas representadas por aqueles vales [basta ir até o José]! Contudo, havia muitas deficências evidentes nesse sistema. Primeiro, não havia garantia de que o emissor do vale cumpriria o compromisso de fornecer o estipulado. Claro que se o José fizesse isso comigo estaria tudo acabado entre nós [que coisa gay…]!! Agora, suponha que eu novamente quisesse um geladinho do Mateus e só possuísse vale carne!!! “Fudeu, véi” [note que “véi” é um vocativo]!!! Por isso, decidimos substituir a idéia do vale produtos [ou seja, vale carnes, vale bolos, vale batatas] por uma coisa mais unificada: um vale ouro!! Claro que eu insisti fortemente na idéia de utilizarmos os vale batatas como padrão. Assim, todos os produtores deveriam cotar o valor de seus produtos em termos de batatas. A Tatá diria: “Meu bolo Master de Brigadeiro custa 5Kg de Batata” ou 5 Vales Batata [convencionando que 1 Vale Batata é referente a 1Kg de Batata], o Mateus diria: “Meu geladinho custa 1 Vale Batata.” e, por fim, o José diria: “1Kg de carne custa 12 Vales Batata”…….. Mas como todo mundo optou pelo ouro, fico sendo ele mesmo….. Com a introdução do vale ouro tudo ficou mais simples. Se eu quero um geladinho do Mateus basta trocá-lo diretamente por alguns de meus vale ouro [espero que sejam poucos!]. O exemplo dos vale ouro deixa claro como a moeda ou verdinha ou din din ou cascalho ou capilé simplificam imensamente as trocas comerciais e são algo extremamente necessários numa sociedade comercialmente ativa!!! Eita….tudo isso pra concluir essa coisa besta!!! Todo mundo já sabia disso!! Problemas…..já ta escrito aí, gostem ou não….”What the fuck”…

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